domingo, 1 de março de 2015

Domingo

No balanço da rede,
descansa meu corpo.
Ouço as horas, a poeira
entre as folhagens e o
 vento nos quintais;

o sol ilumina as ruas,
 os pássaros e a verde
paisagem.

Sinto a alegria dos amores
esquecidos no carnaval.

O povo foi à missa,
almas voltaram à terra
pedindo preces.

Círios amarelos iluminam
caminhos e palavras.

Velhos senhores contam piadas,
as gargalhadas chegam às portas.

A cidade é a mesma:
Becos sem saídas,
buracos nas ruas.

O lixo da semana espalha-se
nas calçadas; um poste caído
fecha a passagens.

Passa o domingo entre as páginas
dos jornais e na tela do computador.

Desfia-se o tempo.
Espero a chuva da tarde,
e o conserto dos relógios
quebrados. 

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