No meio do caminho
Sigo o voo das borboletas
entre as flores, os dentes e
as patas dos leões.
Vivo ciclos.Vago nas horas
e percebo a força invisível
nos olhos dos santos.
No meio do caminho
abrem-se as portas.
No deserto,
sonham as feras.
Trêmulas palavras
silenciam o corpo.
Gotas amargas
adormecem
meus lábios.
Para salvar-me,
levo nos dedos
alvuras e fios
de algodão.
Calado,
ouço murmúrios
na sala dos anjos.
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