Opostos
Abro as janelas do tempo.
Sinto essências orientais.
Bashô revira-se nas sombras
e ensina-me tankas e haicais.
Ai meus sais no cais de Santos.
Ouço acalantos, bebo chá de
tomilho e camomila em pó.
Vivo opostos dentro e fora
das sacolas e roupas de grife.
Fora dos copos, a vida corre
passa solta, áspera e líquida.
Passam cascas e ouro,
no nariz dos poetas
sem estilo, sem escola.
Nenhum comentário:
Postar um comentário